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3 de abril de 2018


Não deve ser novidade para você que eu preciso recorrer à escrita quando meus pensamentos estão mais intensos que a minha paz interior.
Nos últimos dias me deparei com algumas inseguranças que vez ou outra vêm para me assombrar. Sei que é coisa de fase, mas passar por isso nunca é legal.
Não sei o que estou fazendo da vida. Claro que nunca soube, mas quando somos crianças temos em quem nos apoiar. Estou prestes a fazer 19 anos, e encarar a vida adulta tão de perto é um pouco assustador. Hoje eu ainda tenho em quem me apoiar, mas sinto que um passo na direção errada e estou prestes a cair num precipício.
Eu nunca soube o que gostaria de fazer da vida, afinal, o mundo nos oferece muitas opções. Quisera eu, que a pergunta que todos nós já ouvimos um milhão de vezes fosse tão simples de responder como se é de perguntar.
"O que você quer ser quando crescer?"
Sei lá! Eu quero ser muita coisa. Princesa, veterinária, bailarina, jornalista, modelo, atriz, escritora, bióloga, e por aí vai... Em meio a tantas opções, como é que vou escolher o melhor caminho?
Me sinto numa bifurcação (que tá mais para "polifurcação") e simplesmente não sei para onde ir.
Independente que qual seja a direção escolhida, espero ler este texto daqui algum tempo rindo do meu desespero, por que no fundo eu sei que não há motivos para eu me preocupar.

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